segunda-feira, 12 de abril de 2010

Novo Terminal Rodoviário de Campo Grande


O campo-grandense já esteve próximo outras vezes de realizar o sonho de ter uma nova rodoviária, mas só esse ano pode realizar esse sonho. Quem já viajou de ônibus em Campo Grande sabe como era terrível embarcar e desembarcar naquele terminal velho e mal cuidado.

No dia 1º de julho de 2008 foi assinada ordem de serviço para o início das obras do novo Terminal Rodoviário de Campo Grande e no final do ano passado, precisamente no dia 07 de outubro de 2009, foi inaugurada a nova rodoviária, o Terminal Rodoviário Senador Antonio Mendes Canale, que fica localizado na Avenida Gury Marques (saída para São Paulo “BR-163”), tendo como principais vias de acesso o anel rodoviário e as avenidas do complexo Bandeira.

O terminal rodoviário foi projetado pelos arquitetos Zuleide Simabocu Higa e Marcelo Oliveira Silva, está em um terreno de 99.305,90 m², dos quais 6.475,96 m² são de área construída e a previsão é que a edificação tenha um tempo operacional de 50 anos. O custo total foi por volta de R$ 11,3 milhões (R$ 1,8 milhão da compra do terreno e R$ 9,5 milhões para construção).

O consórcio das empresas Socicam Administração, Projetos e Representações Ltda e Equipav S/A – Pavimentação, Engenharia e Comércio, vencedor do processo licitatório poderá fazer a exploração comercial do espaço pelo período de 30 anos, sendo responsável pela manutenção e conservação do prédio.

A estrutura da nova rodoviária conta com 25 plataformas de embarque e desembarque, 38 guichês para vendas de passagens, 12 salas comerciais, espaços para 8 caixas eletrônicos, sanitários, posto policial, estrutura administrativa, cento de atendimento ao turista e recepção, áreas de despacho e de apoio. Há ainda 300 vagas para automóveis, sem contar com as vagas especiais, 105 vagas para motocicletas, 63 vagas para táxis e mais 40 vagas para moto-táxis.

O novo terminal foi ativado a meia noite do dia 1º de fevereiro de 2010 e tem suporte para uma média de 6 mil pessoas por dia. A previsão é que 2/3 destes passageiros serão provenientes de cidades do interior do estado e o restante de turistas das linhas interestaduais e internacionais.


RESUMO DA ESTRUTURA:

-Área total do terreno: 99 mil m2
-Área construída: 6,2 mil m2
-Nº de plataformas de embarque: 20
-Nº de plataformas de desembarque: 05
-Bilheterias: 28
-Previsão: Média de embarques 2,7 mil passageiros/dia; 83 mil passageiros/mês
-Taxa de embarque: R$ 0,60 para cidades próximas da capital (região metropolitana), R$ 2,90 para viagens intermunicipais e R$ 4,00 para as viagens interestaduais e internacionais
-Capacidade partidas e chegadas/dia: 2 mil partidas e chegadas
-Lojas e quiosques: 20 pontos comerciais (12 lojas e 8 quiosques). Todas as lojas já estão negociadas.


SERVIÇOS TARIFADOS:

- Banhos (R$ 6,00 por 10 minutos)
- Estacionamento (a 1ª hora ao custo de R$ 2,00; as demais adicional de R$ 1,00 a hora)
- Telefone (67) 3026-6789


OUTROS SERVIÇOS OFERECIDOS:

- caixas eletrônicos (Bradesco, Banco do Brasil e caixa 24 horas)
- balcão de informações painéis de informações eletrônicas de chegadas e saídas
- banheiros gratuitos
- fraldário gratuito
- telefones públicos (adaptados para cadeirantes)
- sistema de segurança tipo CFTV, com monitoramento de 16 câmeras
- táxi e mototáxi
- posto da Polícia Militar
- guarda-volumes privativo


A ANTIGA RODOVIARIA:

O Terminal Heitor Eduardo Laburu, a antiga rodoviária, faz parte do plano de revitalização do centro da cidade. A prefeitura fez uma proposta de transferência dos comerciantes do Centro Comercial Popular (camelódromo) para a antiga rodoviária, neste caso os comerciantes do Centro Comercial Popular ficariam em 467 boxes que seriam construídos no piso térreo do antigo terminal.

A vantagem seria que a área disponível dos novos boxes teria um espaço maior do que os atuais e ainda receberiam um tratamento visual específico, de acordo com o produto comercializado.


Plano de Requalificação do Terminal Heitor Laburu - Principais intervenções propostas pela prefeitura para o antigo terminal rodoviário foram as seguintes:

- Espaço para comércio popular e comércio atacadista
- Construção de um centro de múltiplo uso e dois centros de convenções (no local onde estão dois cinemas abandonados)
- Implantação de agências bancárias e de turismo
- Criação de centros de atendimento da prefeitura e do Governo do Estado
- Construção de um restaurante popular e de uma praça de alimentação (com cerca de 510 metros quadrados)
- Implantação de uma incubadora municipal


Há também interesse de se instalar uma instituição de ensino superior no local, mas ainda nada está definido.

A Estação Rodoviária Heitor Eduardo Laburu foi inaugurado no dia 16 de outubro de 1976, foi o primeiro shopping que os campo-grandenses tiveram, haviam duas salas de cinemas (Cine Center e Cine Plaza)


UMA NOVA PROMESSA:

A rodoviária inacabada no bairro Cabreúva, em um terreno com 43,6 mil metros quadrados, foi doada à prefeitura de Campo Grande em outubro de 2000 após 75% da obra concluída. Obra que foi iniciada em 1994 e que onerou os cofres públicos em mais de R$ 15 milhões.

No dia 11 de fevereiro de 2010 foi feita a ordem de serviço para construção do Centro Municipal de Belas Artes (1ª etapa), transformando o local em abrigo para diversas manifestações artísticas culturais.

Na primeira etapa serão aproximadamente 4.000 m² de área construídaque abrigará as oficinas de artes plásticas e artesanato, salas de dança, literatura, sala de projeção e cinematografia. Também serão construídos banheiros (masculino/feminino com vestiários) e saguão.

Será aproveitado nessa obra o máximo possível daquilo que já foi construído, no entanto adequando ao atual projeto, dando-lhe características compatíveis com as de um Centro de Belas Artes.

O projeto prevê após conclusão uma área construída de cerca de 14 mil m², será um espaço dedicado as diversas manifestações artísticas e culturais. Funcionarão no local o Centro de Música Municipal Ernani Alves Corrêa, que agrupa a Escola de Música, a Banda Municipal, a Orquestra Sinfônica Municipal e o Coro Municipal; a Companhia Municipal de Dança; as Oficinas de Artes Plásticas e Artesanato; a Pinacoteca Municipal e a Escola Municipal de Teatro.

O prédio terá uma administração central, restaurante, um teatro com 435 lugares, um auditório com 137 lugares e um alojamento para 100 pessoas. Será mais um local aonde as pessoas vão se encontrar e conviver com a cultura e as artes. Dos R$ 6,5 milhões, 90% são do Ministério do Turismo (cerca de R$ 5,850 milhões) e, como aporte local, 10% de recursos próprios da Prefeitura de Campo Grande, aproximadamente R$ 650 mil.


CURIOSIDADES:

- A autorização do funcionamento da plataforma interurbana do terminal rodoviário Heitor Eduardo Laburu foi dada em 14 de janeiro de 1973 pelo então prefeito da época, Antônio Mendes Canale, que deu origem ao nome do novo terminal rodoviário da Capital. Foram quase 37 anos de funcionamento.

- A construção de todo o complexo durou quase nove anos (dezembro de 1967 a outubro de 1976) e foi então avaliada em aproximadamente 1,5 milhões de cruzeiros (moeda da época).

- O terreno do Terminal Rodoviário Heitor Eduardo Laburu, quando construído, era considerado afastado e desvalorizado, atualmente faz parte da região central de Campo Grande. O acesso à rodoviária, que foi construída numa chácara, era possível apenas pela Rua Y Juca Pirama, atual Rua Marechal Cândido Mariano Rondon (Cândido Mariano).

- No terminal rodoviário inacabado, o futuro Centro Municipal de Belas Artes, a licitação dava o direito de apenas seis anos de exploração do local, enquanto o a atual rodoviária dispôs inicialmente de 30 anos de direito de exploração.



terça-feira, 9 de março de 2010

Tereré – A Bebida do Pantanal



O Tereré ou Erva Mate (Ilex paraguariensis) é uma bebida típica de Campo Grande que é tomada gelada com água, sucos, hortelã ou limão. Sua origem é indígena, especificamente guarani e o nome "tereré" vem do ruído do ronco da guampa, quando a bebida está terminando. Em castelhano o correto é tererê, enquanto no Brasil o mais habitual é ser chamado de tereré.

A Arvore da Erva Mate pode atingir 12 metros de altura, tem caule acinzentado, folhas ovais e fruto pequeno e verde ou vermelho-arroxeado.

De origem paraguaia, o tereré chegou ao Brasil pela fronteira, pelos paraguaios e indígenas guaranis e kaiowás. As tradições do Tereré chegaram ao Brasil por Ponta Porã, cidade sul-mato-grossense que faz fronteira com a cidade paraguaia de Pedro Juan Caballero.

A erva do tereré e do chimarrão são semelhantes, as duas derivam da erva-mate. A diferença é que o composto usado no chimarrão é mais fino do que o composto do tereré. Outra diferença é que o chimarrão é feito com água quente, o tereré é consumido com água gelada. O tereré é uma bebida agradável, refrescante e muito adequada ao clima quente da região.

A erva-mate precisa passar por um preparo antes de seu consumo. Após a colheita ela passa por um rápido processo de secagem sobre uma fonte de calor, processo esse chamado de “sapecamento”. Essa secagem é feita para evitar que a erva-mate apodreça. Depois é realizado um outro processo de secagem, este é feito em um “carijó” que é uma estrutura que sustenta a erva-mate do contato direto com o fogo ou em um “barbaquá” que é um tablado de madeira que permite o contato indireto com o calor do fogo.

Depois desse processo a erva é moída e é realizada a peneiração, para dividir o pó dos restos de talo. Após separar o pó dos restos de talo, eles são novamente reunidos. Como já dito, o composto usado para o consumo do chimarrão é diferente ao do tereré, para o composto do chimarrão é usado uma proporção geralmente de 70% de folhas reduzidas a pó e 30% de restos de talo. Enquanto o composto para o tereré é uma proporção geralmente de 50% de erva reduzida a pó e 50% de restos de talo, além disso, no tereré podem ser adicionadas outras ervas, sucos ou mesmo refrigerante ao mate.

Outra diferença é o local onde a bebida é servida. O tereré é servido na guampa, normalmente é confeccionada com chifre de boi oco. A guampa pode ser feita com outros materiais como plástico, alumínio, madeira. O chimarrão normalmente é servido na cuia, vasilha feita do fruto da cuieira.


A bomba é um dos utensílios usado para tomar o tereré. Ele é o instrumento por onde o mate será sugado. Geralmente é usado uma bomba de tubo chato, que se adapta melhor ao bocal da guampa, mas no caso do chimarrão pode ser substituído pelo formato tubular.

Estudos detectaram a presença de muitas vitaminas, como as do complexo B, as vitaminas C e D, além de sais minerais, como cálcio, manganês e potássio. O consumo da erva marte ajuda a combater os radicais livres, mas não é indicado para pessoas que sofrem de insônia e nervosismo, pois é estimulante natural.

Algumas das propriedades da erva mate é que ela auxilia na digestão e produz efeitos anti-reumático, diurético, estimulante e laxante. Para alguns o tereré uma das maneiras para se curar a ressaca da bebedeira do dia anterior. A erva mate também contém saponina, que é um dos componentes da testosterona, razão pela qual melhora a libido.


CURIOSIDADES:

- Para se tornar uma Guampa de Tereré, o chifre é extraído do boi, esvaziado e fica enterrado na lama por uns 15 dias para acabar com as impurezas, onde só depois é que fica pronta para o uso.

- Em uma roda de tereré, uma pessoa fica responsável por sempre servir a água.

- Por tradição, em uma roda de tereré, deve-se servir o tereré em sentido anti-horário, devido ao movimento feito pelos laçadores.

- A microcervejaria Dado Bier lançou uma cerveja de mate, a "Ilex".

- A banda Engenheiros do Hawaii, do Rio Grande do Sul, compôs uma canção com o nome científico da erva mate, a música "Ilex Paraguariensis". O Grupo Zíngaro, do Mato Grosso do Sul, fez uma música chamada “Roda de tereré” para homenagear o costume local.

- A erva mate também é a erva dos conhecidos chá-mate e chá verde nacional.

Os dez mandamentos do tereré:

1- Não cuspa o tereré.
2- Não mexas na bomba.
3- Nunca colocar açúcar na água.
4- Não digas que o tereré é anti-higiênico.
5- Não deixes um tereré pela metade.
6- Não te envergonhes do "ronco" no fim do tereré.
7- Jamais chamar uma guampa de cuia.
8- Não alteres a ordem em que o tereré é servido.
9- Não "durmas" (demore) com a guampa na mão.
10- Tomar tereré todos os dias.

PREPARANDO UM BOM TERERÉ:

Coloque a erva em 2/3 de uma guampa ou copo, faça leves movimentos para cima e para baixo, com a mão cobrindo a boca da guampa, a fim de deixar a erva inclinada.

Assente a bomba de lado, encostando-a no fundo da guampa.

Beba com água gelada, podendo também misturar hortelã ou limão. Alguns não permitem a mistura de suco, açúcar, refrigerantes, pois dizem que isso não é Tereré.

quarta-feira, 3 de fevereiro de 2010

1 ano de MorenaCult

No mês de janeiro de 2010 fez um ano que escrevemos o nosso primeiro post. A nossa idéia é não parar de escrever, apesar da demora entre um post e outro, adoro escrever sobre a cidade em que nasci e moro.

Neste primeiro ano de MorenaCult escrevemos sobre história, música, eventos e pontos turísticos de Campo Grande. Ainda temos muito pra escrever sobre a nossa Cidade Morena, pois Campo Grande é uma cidade com uma cultura rica e muito bela.

Agradecemos a todos os seguidores, vocês nos motivam a não parar de escrever. Espero que em 2010 muitos outros seguidores juntem-se a vocês.